REPRESENTAÇÕES DA FEITICEIRA NA LITERATURA DAS AMÉRICAS
Nubia Jacques Hanciau - FURG
...sou assombrada pelos meus fantasmas, pelo que é mítico, fantástico e gigantesco: a vida é sobrenatural.
Clarice Lispector, Água viva, 1993, p. 33.
Há algum tempo venho investigando a respeito da recorrência emblemática da complexa e polivalente personagem feiticeira na literatura da América francesa, principalmente a partir dos anos setenta, época da organização do feminismo e emergência de uma nova escritura de mulheres, que a vêem como uma figura marcante, instrumento de denúncia da condição feminina na contemporaneidade[1]. Ao analisar as representações dessa figura no romance destaco, em primeiro lugar, Les enfants du sabbat (1975), narrativa da escritora quebequense Anne Hébert, que revela a identidade problemática e a revolta da freira Julie Labrosse, explorando o tema da possessão, alucinação e visão em uma história fantástica de feitiçaria.[2]
Ainda na perspectiva da crítica literária feminista, detenho-me em outra história incontornável na abordagem do tema, desta vez de autoria da guadalupenha Maryse Condé: a da escrava Tituba, protagonista doromance Moi, Tituba, sorcière... Noire de Salem (1986), acusada por atos de feitiçaria. Um dos cenários da história de Tituba, a atmosfera histérica e aterrorizada de uma comunidade puritana na Nova Inglaterra, desvela o famoso processo das feiticeiras de Salem, ocorrido em 1692.[3]
Já nos anos noventa, a temática é novamente explorada em Instruments des ténèbres (1996), de Nancy Huston, escritora canadense que vive na França e afirma-se no universo da escrita feminina de expressão francesa, sendo hoje um dos nomes de destaque. Nesse romance a narradora/escritora Nadia inspira-se em um fait divers do século XVIII para, na busca identitária, exorcizar seus fantasmas, recuperando a trágica história da órfã Barbe Durand, acusada de infanticídio – um dos crimes mais freqüentemente imputado às bruxas – e condenada a morrer queimada na fogueira.[4]
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Para este trabalho, proponho uma breve incursão nas histórias de feitiçaria e feiticeiras retratadas em duas obras brasileiras de autoria feminina: O Diabo e a Terra de Santa Cruz (1989), de Laura de Mello e Souza, e O memorial da bruxa, uma história de magia e feitiçaria no Brasil colonial (1997), de Alda Andréia Therkovsky. Ao pretender ampliar o conhecimento do assunto, esperando contribuir para o programa de estudos comparadoscom ênfase nas relações literárias interamericanas, cabe destacar que, embora seja objeto de estudo em principais obras historiográficas dos últimos anos, inscrita na História das Mentalidades e no que vem sendo chamado de História do Imaginário, poucas foram as pesquisas desenvolvidas sobre a feitiçaria no Brasil, a despeito de ter sido motivo de inquietação para as autoridades coloniais civis e eclesiásticas, principalmente durante os séculos XVI, XVII e XVIII.[5]
Apesar de não haver registro histórico de grandes perseguições ou morte em fogueira – o ocorrido na França com Jeanne d’Arc poderia ser evocado como modelo mais conhecido – nem de grandes surtos de possessão demoníaca, semelhantes aos vistos na Europa daquela época – com relevo para os casos franceses de Loudun, Louviers, Gaufridy, ou os vividos na América pelos habitantes de Salem – processos recém-redescobertos, investigados pela historiadora Mary Del Priore, da Universidade de São Paulo, dão conta de que, entre 1749 e 1771, nove mulheres foram acusadas pelo crime de feitiçaria. Entre elas, Páscoa, uma escrava paulista que usava fragmentos de unha, fios de cabelo e excrementos humanos para enfeitiçar e matar. Depois de pactuar com o demônio, Páscoa tornou-se uma espécie de serial killer do século XVIII, eliminando cinco pessoas. Este foi um dos casos apurados pelas Visitações do Santo Ofício ao Brasil, encontrado entre os que seguiram para Portugal e estão armazenados na Torre do Tombo, que abriga, em Lisboa, os documentos coloniais julgados pelo Tribunal da Inquisição.
Ao documentar histórias extraordinárias de mulheres obscuras da História brasileira, Laura de Mello e Souza serve de referência para o romance de Alda Andréia Therkovsky eambas dão visibilidade a circunstâncias e experiências na vida de mulheres que ficaram por muito tempo à margem do discurso oficial. Abordam o tema da feitiçaria sob o viés da história e da literatura e desvelam as relações entre metrópole e colônia, cultura de elite e cultura popular, real e imaginário.
Vistas sobretudo na perspectiva da crítica literária feminista, essas narrativas permitem um olhar mais abrangente do que foi a formação social da colônia e nos levam a pensar que, sob a face una da história, esconde-se o mosaico de aventuras individuais, o qual coloca em evidência a dicotomia inclusão/exclusão, de que fala Bernadette V. Porto, “categorias sempre utilizadas pelo discurso patriarcal que, segundo seus próprios interesses, tornava as mulheres ora visíveis, ora invisíveis na cena da história”.[6]
Se contar histórias significa arranjar as partes, dar-lhes um sentido que pode estar contido no texto original, mas que o sujeito narrador deve descobrir, expor, tornar visível, é, neste caso, a historiadora quem se responsabiliza por esse sopro vital, que transporta seiva ao texto e recupera seu vigor, para torná-lo outro texto, agora aparentemente mais vivo.[7]
Daí o recurso à “história de sujeitos”não se confundir, em O Diabo e a Terra de Santa Cruz, com a escrita de biografias individuais, em que o objetivo é a narração da trajetória existencial de uma mulher em especial, destacando suas particularidades, esclarecendo pontos obscuros, explicando sua personalidade em consonância com a época e os lugares onde vive. Serve no entanto para mostrar que, contagiada pela imaginação européia, a vida colonial brasileira estava fertilizada pela magia, marcada pelo medo do desconhecido e do inexplicável, ao que responde dando-lhe a forma do demônio e acrescentando a ação do sobrenatural, que se torna rotina no Novo Continente. Pois aqui, onde o natural, o espaço e o homem selvagem foram muito mais incontroláveis, fantásticos na sua profusão e grandeza – seguidamente celebrados pelos cronistas e viajantes europeus que estiveram na América desde os primeiros anos da colonização – o imaginário ocupou lugar e destaque.[8]
Graças às revelações de O Diabo e a Terra de Santa Cruz, a visão do passado é subvertida, contrariando o retrato que se oferece do Brasil dos séculos em que é dominado por Portugal, que dá conta de colonos que ocuparam a terra, alguns responsáveis pelo enriquecimento da matriz. Os outros, tragados pelo esquecimento, não tiveram o registro da memória. A autora vai ignorar a narrativa de heróis e refletir outra imagem: a de uma natureza que sobrepujava o indivíduo, parecendo-lhe mágica. Nada mais lhe restava então senão aliar-se ao meio, usando o único instrumento que parecia dele receber, o feitiço, corporificado em rezas, ervas, mandingas, e ampliado em cerimônias e rituais.
O cotidiano do Brasil colonial, representado pelos seus habitantes, pessoas comuns, é redescoberto e a inserção do sobrenatural é revelada em nova narrativa para os tempos passados. A terra de heróis apresenta-se como terra de endiabrados, possuídos, bruxas, mandingas, homens e mulheres do povo, brancos originários da Europa, escravos da África e índios aculturados, que deram origem ao povo brasileiro. Nela, assim como no Velho Continente, havia feitiços e malefícios para provocar danos ou até mesmo a morte. E os mais recorrentes, que visavam prejudicar determinadas pessoas, eram atribuídos às mulheres. A miséria local, associada à ignorância que grassava entre a população desfavorecida, constituía a mola para o crescimento das superstições.
A negra Luzia Lopes, por exemplo, tinha fama de feiticeira, chegando a ser publicamente açoitada, porque usava pós, ungüentos, ossos, caveiras, raízes e folhas, e com esses ingredientes matara uma escrava por tentação do demônio. Antonia Maria, acusada de feitiçaria, saíra penitenciada pelo Santo Ofício em Portugal, e, não se sabe como, veio ter ao Brasil em 1713, onde é apontada por praticar sortilégio. Em Ouro Preto, Florência do Bonsucesso induzia, segundo os autos, “alguns homens a usarem mal dela”, tendo para esse efeito “uma criança mirrada em casa”, da qual tirava carne seca e a reduzia a pó para fazer suas feitiçarias. No fim do século XVI, Joana Ribeira, em uma das Visitações do Santo Ofício à Bahia, foi acusada de “embruxar” uma criança através do procedimento da “similaridade”.
Inúmeros eram os recursos utilizados pelas advinhas, tal qual o do balaio, atribuído à mulata pernambucana Felícia ou à escrava negra Maria Francisca, que morava em Belém, no Estado do Grão-Pará. Na Segunda Visitação apurou-se que pelo menos três mulheres utilizavam a prática da tesoura na Bahia: Ana Coelha, mulher de um carpinteiro, Madalena de França, casada com um marinheiro, e Maria da Penhosa, que admitiu ter aprendido a prática com as outras duas. Na mesma época, Ana Jácome, em Pernambuco, mulher sem marido e torta de um olho, é tida como protagonista de episódios similares aos registrados na Europa, integrando-se aos grupos de crenças estereotipadas em relação às feiticeiras.
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O romance de Andreia Therkovsky, O memorial da bruxa, uma história de magia e feitiçaria no Brasil colonial, nos transporta à origem do Novo Mundo e seu exótico panorama, que acolhe os náufragos da caravela francesa Saint Claire, os quais se misturam mais tarde aos autóctones. A narrativa remonta à França, no começo do século XVII. Ariel, com apenas 18 anos, é condenada por feitiçaria pela Santa Inquisição devido a boatos de vizinhos de que teria utilizado a magia para manipular os fenômenos da natureza.
Ariel consegue fugir das torturas de que é vítima e da fogueira inquisitorial em uma expedição que parte rumo ao Brasil em busca de riquezas e especiarias. Guílhever, o contramestre, que não acredita em bruxaria, trata logo de esconder a marca em seu pescoço, ameaçando de morte quem atentar contra a jovem. Segundo a narradora, “ela trazia em seu pescoço, bem próximo do maxilar, a marca de uma infeliz sofredora, culpada por crimes muito além de suas possibilidades. Um “S” (de sorcière) ressaltava ainda dolorido em sua pele clara” (MB, p. 10).
Durante a viagem, após a travessia infernal do Oceano Atlântico, a embarcação choca-se contra algumas rochas, provocando sua destruição e levando os franceses a acreditar que as desgraças e as mortes foram causadas não só pelos poderes extraordinários das forças da natureza, mas também pela presença da suposta feiticeira, que quase morre afogada, porém chega por milagre ao destino. Em terras brasileiras, Ariel enfrenta rejeição e ódio dos franceses, que a consideram filha do Diabo, discriminação que só é amenizada quando os conquistadores passam a preocupar-se com os nativos a serem escravizados no processo da colonização.
A aventura desencadeia-se sobre fundo selvagem. Ariel expõe-se aos perigos, enfrentando-os com sangue-frio, sem, contudo, metamorfosear-se em mulher invencível. Ao seu redor gravitam outras mulheres abandonadas pela sorte, tipos sem história e os índios da região, pacíficos até o momento em que um grupo de franceses estupra uma índia. Então, no meio da revolta e indignação, Guílhever é morto em confronto e Ariel violentada como prova da vingança ameríndia. Nasce daí Etianne, que se torna uma linda jovem, porém herdeira do estigma de feiticeira da mãe. Uma segunda expedição vem ao Brasil em busca dos sobreviventes. Nela encontra-se o comandante Daniel de La Touche, cujo imediato, François de La Reviense, homem de muitas posses, admirado pela beleza de Ariel, a "bruxa francesa", casa-se com ela, reterritorializando-a, com a filha Etianne, ao Velho Mundo.
Em luta pela posse das terras brasileiras e suas riquezas, trava-se neste momento a guerra entre França e Portugal, originando revoltas entre as duas nações. Em um desses confrontos Ariel é novamente violentada e acaba morta pelos portugueses, tendo como testemunha a filha, que desde então obstina-se num árduo e vingativo combate contra o povo luso. Este passa a temê-la e a denominá-la "a filha da bruxa Ariel"; Etianne enamora-se de Felipe, jovem português filho de um coronel (seu inimigo por natureza), mas que a desperta para o amor e o desejo. A história termina bem: enfrentando os preconceitos e a hostilidade da sociedade, o casal consegue manter-se unido pela paixão, que se sobrepõe aos limites étnicos e sociais.Num epílogo poético, Etianne foge da prisão e Felipe a conduz rumo a uma nova vida e à felicidade, deixando para trás o cenário sangrento que a marcara.
Ao tecer sua narrativa desenrolada em vinte e sete capítulos, Therkovsky resgata um pedaço do tempo inaugural brasileiro, que transporta do passado ao presente; recria, em novo contexto, fantasias que povoaram o imaginário europeu durante mais de três séculos. Para descrever as aventuras de Ariel e Etianne, explora do exotismo da região – vista como paradisíaca e infernal – à história repressiva da Inquisição, que condena a feitiçaria e o sobrenatural; vai da fauna e da vegetação à situação sócio-econômica, mesclando esses elementos com o erotismo, que desencadeiam as intrigas amorosas e as aventuras.
Ao rever acontecimentos solapados, mas tão importantes quanto os registrados pela história tradicional e suas reverberações históricas e ficcionais, conclui-se que, assim como no Império, na colônia portuguesa perseguiram-se especialmente as mulheres, embora a pena de morte fosse reservada aos judeus e mouriscos. E que, o destino de Páscoa e de outras brasileiras nas mãos do Santo Ofício, que costumava queimar na fogueira as consideradas bruxas, ainda é um mistério entre os episódios sombrios da História nacional.
As acusadas, normalmente pobres coitadas, mais preocupadas na verdade com o sustento do dia-a-dia, eram parteiras, lavadeiras de mortos, benzedeiras, curandeiras e adivinhas, profissões femininas da época, muitas delas vindo como degredadas à América, pena comum às feiticeiras européias. Isso encheu a maior colônia portuguesa de benzedeiras e milagreiras e deu origem a histórias tão fantásticas como era visto o Brasil, mas que constavam, até bem pouco tempo, apenas dos autos das investigações.
BOCCIA, Sandra. As bruxas paulistas. Veja, p. 62-63. 13 out. 1999.
HANCIAU, Nubia. A figura da feiticeira na literatura francófona americana: Anne Hébert e Maryse Condé. In: BERND, Zilá (org.). Questões de hibridação literária nas Américas. Porto Alegre: Sagra-Luzzatto, 1997. p. 109-127.
______. Um zapping nas histórias híbridas de feitiçaria. In: BERND, Zilá, LOPES, Cícero Galeno (orgs.) Identidades e estéticas compósitas. Porto Alegre: PPG-Letras/UFRGS/Centro Editorial La Salle, 1999. p. 161-179.
MELLO e SOUZA, Laura de. O Diabo na Terra de Santa Cruz. São Paulo : Companhia das Letras,1989.
THERKOVSKY, Andréia Alda. O memorial da bruxa:uma história de magia e erotismo no Brasil colonial. Rio de Janeiro : Rosa dos Tempos, 1997.
ZILBERMAN, Regina. De Clio para Calíope; ou: quando a história se faz na voz de seus agentes. In: CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE LUSITANISTAS, 5, 996. Actas ... Universidade de Oxford, 1998. t. 3, p. 1895-1906.
[1]Tema de tese de doutoramento já qualificada e objeto de estudos em projeto de pesquisa em desenvolvimento na FURG, que tem envolvido bolsistas em Iniciação Científica do CNPq/PIBIC, alunos de Graduação do Curso de Letras sob minha orientação. Essas pesquisas revelam que, embora de modo geral pouco comentada, será a partir dos movimentos de liberação da mulher, ocorridos nas décadas de 60/70, que a feiticeira vai estar onipresente na escrita feminina. Engajadas numa luta decididamente moderna até no plano formal, as escritoras decidem tomar a palavra nesse momento, levá-la à literatura, ao palco e à praça pública, para dizer a alienação das mulheres, sua despossessão e submissão ao mundo dos homens. A criação coletiva será um veículo importante de auto conscientização, em contexto no qual a releitura da personagem feiticeira possuirá caráter exemplar. As autoras feministas invertem a tradição para celebrar os traços associados às mulheres, desvalorizados pela cultura masculina. Esta tomada de posição se dá sobretudo na França e nos Estados Unidos. Na América Francófona, particularmente no Quebec, destacam-se: o coletivo La nef des sorcières (1976), com textos de Luce Guilbeault, Marthe Blackburn, France Théoret, Odette Gagnon, Marie-Claire Blais, Pol Pelletier e Nicole Brossard, peça tributária de uma nova corrente feminista que explode, marcada por um imenso sentimento de transgressão. Denise Boucher celebra o advento do feminismo em Les fées ont soif (1978). Outras, como Louise Lanctôt, em Une sorcière comme les autres (1981), e Marie Savard, em Journal d’une folle (1979), explicitam a equivalência entre a louca e a feiticeira; em L’Île était une fois, publicado em La Barre du jour (1977), Savard vai identificar-se com a miséria das feiticeiras. Jovette Marchessault, por sua vez, remete ao período imaginado do matriarcado, em La saga des poules mouillées (1981), temática já abordada anteriormente por Louky Bersianik, em L’euguélionne (1976). Publicado na revista Études littéraires, em 1979, o ensaio Écriture, sorcellerie, féminité, de Madeleine Gagnon, vê na feitiçaria, na loucura e na escrita das mulheres, palavras que metaforizam o corpo e solicitam uma escuta atenta. Evelyne Voldeng observa que o significante "feiticeira", quando aparece em obra feminista, relaciona-se com toda uma série de textos que giram em torno do eixo central: feitiçaria/fogo/loucura/censura/miséria, dos quais a matriz provavelmente é La sorcière, de Jules Michelet (emL’intertextualité dans les écrits féminins d’inspirationféministe. Voix et images, vol. 7, nº 3, primavera de 1982. p. 527).
[2]Artigo publicado em Escrituras híbridas, estudos em literatura comparada interamericana, Zilá Bernd (dir.), intitulado “A figura da feiticeira na literatura francófona americana: Anne Hébert e Maryse Condé”, publicado pela Editora da UFRGS, em 1998.
[3] Ibid.
[4] Ver “Um zapping nas histórias híbridas de feitiçaria”, ensaio publicado em Identidades e estéticas compósitas (1999), Zilá Bernd e Cícero Galeno Lopes (orgs.), coletânea que, a exemplo da supracitada, também enfoca as relações literárias entre as Américas.
[5] Cabe ressaltar Bruxaria e história, as práticas mágicas no Ocidente cristão, de Carlos Roberto Figueiredo Nogueira. São Paulo: Ed. Ática, 1991.
[7] Ver, de Regina Zilberman, “De Clio para Calíope; ou: quando a história se faz na voz de seus agentes”, 1998, p. 1897.
[8] Cf. a esse respeito ZILBERMAN, Regina, A terra em que nasceste:imagens do Brasil na literatura., Porto Alegre : Editora da Universidade, 1994.